Os aplicativos são os softwares usados em dispositivos móveis como smartphones, tablets, smartwatches e até em smartTVs. A diferença deles para os “programas de computador” é o dispositivo o qual foram destinados. Através deles que os usuários podem desempenhar diversas atividades com as possibilidades que os apps podem oferecer, como enviar mensagens ou editar vídeos.

Os softwares mobiles nos acompanham diariamente. Não precisamos nem de uma pesquisa para perceber que usamos mais de um aplicativo por dia. Isso nos mostra que este é um mercado bastante agitado e que vale a pena participar dele. Para isso, é necessário criar um aplicativo.

Se você não sabe como e quer dar esse passo na sua vida empreendedora, acompanhe este guia definitivo. Nele vou te ensinar todos os passos necessários para criar um aplicativo, indo desde o planejamento até o lançamento dele nas lojas de apps. 

13 passos para criar um aplicativo: 
1- Defina os objetivos do aplicativos
2- Trace a audiência
3- Determine a plataforma do aplicativo
4- Levante os recursos-chave
5- Mapeie todos os gastos do aplicativo
6- Planeje a monetização
7- Planeje as funcionalidades
8- Escolha o tipo de desenvolvimento
9- Crie esboços do aplicativo
10- Construa o design do aplicativo
11- Desenvolva seu aplicativo
12- Teste o aplicativo
13- Lance seu aplicativo
Como funciona o pós-lançamento de um aplicativo?
Como encontrar uma equipe para criar um aplicativo?
Bônus: ideias de apps para criar

Estruturação do escopo

Antes de qualquer coisa, precisamos falar sobre negócios. Pode parecer óbvio até demais, mas sem um plano de negócios, o escopo do aplicativo não tem como sair. E ter um planejamento mal executado irá resultar em prejuízos para consertar todo o estrago posteriormente. Então, melhor prevenir do que remediar. Vamos às informações necessárias de ter:

1- Defina os objetivos do aplicativo

Todo produto se propõe a ser uma solução. Então, qual o problema que seu app irá resolver? Essa é uma resposta fundamental para entender a proposta de valor que seu app vai ter, servindo como o motivo pelo qual a futura audiência irá instalá-lo nos smartphones.

Não faz mal se já existir uma outra solução para o mesmo problema. A questão aqui é fazer com que a sua proposta ofereça um diferencial para que se destaque entre a concorrência e a audiência.

Por isso, estude o mercado e a concorrência. Analise o potencial competitivo que outras soluções têm em relação a sua proposta. Este é um passo que te garante insights importantes para saber o que de melhor seus futuros usuários podem ter. Portanto, faça a prospecção de todos os pontos negativos e positivos da concorrência para saber como bater de frente.

Ficar de olho nos aplicativos com maior volume de download também ajuda a entender o que de melhor existe e que seu aplicativo pode se apropriar.

2- Trace a audiência: aplicativo para quem?

De nada adianta planejar o aplicativo perfeito se ele não for perfeito para alguém. Então, além de analisar o mercado, analise também o público. Não hesite em fazer uma pesquisa de campo para coletar informações sobre quem gostaria de usar seu aplicativo.

Responda as perguntas:

#Quem são esses usuários? Busque entender o gênero, faixa etária, ocupação profissional, renda salarial, dentre outros segmentos para nichar o seu público ideal.

#Quais as necessidades, problemas e desejos deles? Os problemas surgem a partir de necessidades ou soluções sem tanta eficácia. Entender o cerne e o entorno de uma questão irá abrir margem para insights importantes para a sua própria solução.

#Por onde acessam informações? Mesmo que seu produto possua o maior nível de excelência, ele precisa ser divulgado nos canais adequados para atingir as pessoas certas através das estratégias de marketing de conteúdo — assim será possível criar um relacionamento. Além disso, participar desses canais implica em conhecer mais do seu público e suas prioridades.

3- Determine a plataforma do aplicativo

Essa é uma pergunta que será respondida com base no seu público: Android ou iOS? Cheque qual dos sistemas operacionais seus usuários-chave mais utiliza para avaliar qual plataforma desenvolver.

Ainda que o sistema Android seja dominante no Brasil, existem propostas que não podem dispensar o uso de iOS. No entanto, tê-lo disponível em todas as plataformas é excelente para aumentar o alcance do app, tornando-o mais democrático.

Se quiser ir além, seu aplicativo também pode estar disponível em dispositivos vestíveis como relógios smart. A universalização de aplicativos é um dos requisitos que atrai a Apple na hora de destacar os aplicativos na App Store.

4- Levante os recursos-chaves

Seu aplicativo é como um corpo humano, um organismo que precisa de muitos sistemas para que o funcionamento seja perfeito. Então, organize esses dois simples requisitos:

 #Recursos principais: será necessário uma equipe especializada para administrar o aplicativo? Treinamento de equipe? Volume “x” de usuários? Computadores ou smartphones para ficar com a equipe? Se faça esse tipo de pergunta e outras similares para identificar todos os recursos, mesmo que pareçam banais.

#Parcerias-chaves: quais serviços precisarão ser contratados para o seu aplicativo? Será necessário integrar o app a algum outro software? Essa pergunta está alinhada com a forma pela qual o app será desenvolvido e as funcionalidades dele, tópico que aprofundaremos em breve.

5- Mapeie todos os gastos do aplicativo

Não é novidade que criar um aplicativo exige um custo, mas precisamos saber quais serão as origens desses gastos. A contratação de desenvolvedores ou outros serviços de terceiros é um gasto, APIs de funcionalidades a integrar no app, assim como salário de colaboradores, crachás, aluguel de escritório, pagamento de softwares e outros são exemplos.

Uma outra importante decisão que influencia nos gastos é a escolha de plataforma: Android ou iOS? A publicação deles nas lojas exige um valor, sendo uma taxa única de 25 dólares para a Play Store (Android) e 99 dólares anuais para a App Store (Apple).

6- Planeje a monetização: como o seu app vai se sustentar?

Estamos falando de como o seu aplicativo vai ganhar dinheiro. Essa etapa é muito importante para a criar um aplicativo, pois é a forma de manter um ROI positivo e gerar receita.

O sistema de monetização do aplicativo deve cobrir todos os gastos que você levantou na etapa anterior. Ainda que pareça uma questão assustadora, existem muitas maneiras de ganhar dinheiro com os apps, como anúncios, freemium, assinatura, download pago, etc.

7- Planeje as funcionalidades do app

Já sabemos qual problema o app vai resolver, mas de que forma? Deixe bem claro quais são as funções que o aplicativo irá executar. Como todo aplicativo deve ter sua versão MVP, separe as funcionalidades entre as funções obrigatórias e as complementares

A definição delas irá depender do objetivo final do seu app. Supondo que ele seja um app de mobilidade urbana, as principais funcionalidades serão:

  • Cadastro e login
  • Geolocalização
  • Solicitação de corrida
  • Notificações push

Já as funcionalidades adicionais podem ser:

  • Login através de contas já existentes (Facebook, Google, Twitter, etc)
  • Avaliação do motorista
  • Avaliação do passageiro
  • Pagamento in-app
  • Chat com o motorista
  • Categoria de veículos
  • Botão de pânico
  • Versão só para mulheres
  • Histórico de viagens
  • Outros

Portanto, tenha bem definida como se dará a execução do app, pois assim será mais fácil para os desenvolvedores mapearem todas as tecnologias necessárias para implementar.

8- Escolha o tipo de desenvolvimento

Agora precisamos ser um pouco mais técnicos. O primeiro passo é saber quais os tipos de aplicativos que podem ser desenvolvidos e as suas particularidades, bem como forma de desenvolvimento e linguagens.

São eles:

  • Nativos: apps desenvolvidos especificamente para uma plataforma, adotando da linguagem de programação pré-determinada pelo fabricante;
  • Webapp: um site web responsivo para os mobiles;
  • Híbridos: aplicativos desenvolvidos tanto para Android quanto para iOS com um código fonte único usando algum framework.

Quando desenvolver um aplicativo híbrido?

Os aplicativos híbridos são boas escolhas quando o orçamento e o prazo para entrega são reduzidos. A grande vantagem desse tipo de app é ser mais barato que a versão nativa e requer menos membros na equipe de desenvolvimento — além de não precisar desenvolver códigos exclusivamente para Android e iOS.

No entanto, o desenvolvimento híbrido apresenta barreiras para implementar algumas funcionalidades. Isso porque a programação depende de ferramentas e a funcionalidade em específico pode não estar disponível nelas.

Em suma, aplicativos mais simples e que requerem poucos recursos do celular podem ser desenvolvidos de forma híbrida. Porém, quando as funcionalidades forem complexas, a forma nativa se torna mais adequada.

Quando desenvolver um aplicativo nativo?

Os aplicativos nativos são mais trabalhosos de desenvolver, pois demandam mais profissionais e competências envolvidas, portanto, mais tempo de desenvolvimento. 

Ainda que sejam mais caros, aplicativos nativos garantem maior segurança e velocidade para os usuários. 

Isso porque as linguagens de programação não precisam de tantas camadas intermediárias para comunicar com o hardware do celular, reduzindo a necessidade de alto processamento e, consequentemente, aumentando o desempenho do app. Por isso este tipo de desenvolvimento é o mais recomendado para apps mais complexos e que requerem mais recursos do celular.

9- Crie os esboços do aplicativo

Todas as informações coletadas nas etapas acima foram para estruturar o plano de negócios do seu aplicativo. Para facilitar a visualização dessas informações, organize-as num quadro de modelo de negócios. Ter acesso fácil a esses dados vai te instruir a criar os esboços do aplicativo.

Este é o momento mais lúdico, mas deve ser feito com muita atenção. Pegue e organize todas as ideias que você teve ao longo de todas as etapas e estrutura-as em forma de esboços, também chamados de wireframes. Aqui você irá criar as telas do aplicativo, traçando como você imagina que o usuário irá acessar todas as funcionalidades planejadas para o app.

esboços de telas de aplicativos

Leia também: 6 dicas de como criar um wireframe para aplicativos.

Isso significa elaborar o storytelling do seu aplicativo, costurando as telas para que a navegação entre elas seja fluida e intuitiva. Mas não precisa ir muito além, pois estamos falando apenas de esboços. Isso servirá como guia para o design final que será baseado na interface do usuário (UI) e experiência do usuário (UX). Logo, o fluxo planejado por você pode ou não ser validado pelo profissional, mas servirá de guia para definir a versão final.

Desenvolvimento

Chegou o momento mais técnico na construção de um aplicativo. Daqui para frente é só colocar em prática tudo aquilo que foi previamente e cuidadosamente planejado. Para facilitar o caminho, conheça algumas ferramentas utilizadas para criar aplicativos:

  • Visual Studio Code: um ambiente de desenvolvimento integrado (IDE) para programar os códigos;
  • Android Studio: a IDE para o desenvolvimento de aplicativos Android;
  • X Code: IDE para desenvolvimento de aplicativos iOS;
  • Adobe XD: para criação das telas dos aplicativos.

10- Construa o design do aplicativo

Não necessariamente os wireframes levantados no escopo serão seguidos à risca, podendo mudar para se criar uma interface mais adequada à experiência dos usuários.

Este é o momento em que as habilidades e conhecimentos de design irão de fato projetar toda a aparência do app, podendo criar toda a identidade visual ou criar as peças de forma que se adeque à uma identidade previamente estabelecida. 

Fica por conta do design também definir as interações do aplicativo, tal como se existirá uma animação ao trocar de tela, se o botão irá afundar ou trocar de cor quando for clicado, dentre outras possibilidades que possam fazer sentido para a aplicação.

É importante lembrar que um bom aplicativo não é só um aplicativo bonito, e sim um app funcional e que entregue valor para o usuário!

11- Desenvolva seu aplicativo com códigos

Com as telas prontas e definidas, eis o momento de pôr a mão na massa nos códigos.

Grosso modo, ele é feito em duas etapas: construir o que o design projetou em forma de código e implementar as integrações, funcionalidades, servidores e bancos de dados. 

Para criar um aplicativo, você precisará de:

  • IDE (Ambiente de Desenvolvimento Integrado);
  • SDK (Kit de Desenvolvimento de Software);
  • Linguagens de programação;
  • Frameworks;
  • Banco de dados;
  • Servidores.

As linguagens de programação a serem envolvidas nesse processo irão depender do tipo de aplicativo que você queira produzir:

  • Nativo: Java ou Kotlin para Android e Objective-C ou Swift para iOS
  • Híbrido: Javascript, Dart;
  • Webapp: Javascript ou PHP e ferramentas como HTML5 e CSS3.

Os frameworks foram criados para apoiar e tornar o desenvolvimento mais fácil e rápido. De forma resumida, eles já possuem algumas configurações pré-determinadas que economizam o tempo de desenvolvimento, pois só é necessário replicar.

Eles também irão variar de acordo com o projeto do aplicativo à depender dos requisitos e funcionalidades.

Planeje o back-end e implemente tudo

Funcionalidades tem tudo a ver com o back-end, pois é daqui que tudo será implementado e integrado. Algumas funcionalidades precisam ser desenvolvidas do zero, enquanto outras podem ser resolvidas por serviços de terceiros.

Se o seu aplicativo for de mobilidade urbana, a geolocalização será uma das principais funcionalidades, requerendo APIs do Google Maps ou Mapbox. Já se o foco for chat por vídeo, já precisaremos de APIs de streaming de vídeos para apps de videochamada ou videoconferência.

Toda essa parte back-end fica hospedada em servidores, sendo os mais utilizados o Google Cloud e o AWS da Amazon.

12- Teste o aplicativo e inspecione os erros

Antes de soltar a versão final para o público, o aplicativo precisa passar por testes. É interessante que os códigos sejam testados para procurar bugs e checar se todo o fluxo planejado pro app está funcionando corretamente.

Além de testar tecnicamente, é importante que usuários reais também tenham a oportunidade de explorar o app para passar um feedback interessante. Então convide pessoas externas ao desenvolvimento para utilizá-lo. Afinal, pessoas de fora vão ter um outro olhar sobre a aplicação, sendo bastante positivo pro resultado final.

Para facilitar o trabalho, utilize ferramentas de testes como o Firebase Crashlytics.

captura de tela do dashboard do Firebase Crashlytics

13- Lance seu aplicativo

Agora com o aplicativo pronto e testado, é só deixá-lo cair nas graças dos seu público-alvo. Para isso, disponibilize-o nas lojas de aplicativos correspondentes às plataformas que ele foi desenvolvido.

Lembrando que é preciso criar contas de desenvolvedor na App Store e Play Store e paga suas taxas para a submissão dos seu .apk. Conte com as técnicas de otimização para as lojas de aplicativos para preencher todas as informações sobre a aplicação para que ela se destaque nas lojas.

Como funciona o pós-lançamento de um aplicativo?

Após o lançamento, fique de olho nos mobile app analytics para tirar insights interessantes e criar boas estratégias de marketing e ideias para aprimorar o próprio aplicativo. É a partir dessa coleta de dados que seu app poderá sair da versão MVP para se tornar um app avançado, adicionando funcionalidades incrementais e relevantes!

Como encontrar uma equipe para criar um aplicativo?

Aqui podemos considerar que você não será o próprio desenvolvedor do aplicativo e que está procurando ajuda para dar vida a sua ideia.

Primeiramente, pondere entre criar seu próprio time de desenvolvimento ou contratar uma equipe terceirizada. Assim como tudo, cada um terá seu lado positivo e negativo, mas aí é uma questão de identificar qual é a mais adequada ao seu escopo e planejamento financeiro.

Portanto, cheque algumas informações:

  • Se a equipe tem o que precisa para suprir as necessidades do seu app;
  • A cibersegurança e adequação às normas jurídicas como a LGPD;
  • Se o orçamento disponível cobre o investimento necessário;
  • Procure saber se a equipe possui um time de suporte;
  • entre outras ponderações antes de contratar.

Mas antes de sair procurando pela equipe ideal para desenvolver, tenha um acordo confidencialidade preparado para ser assinado, pois assim você garantirá que sua ideia e demais informações sigilosas se mantenham protegidas.

Bônus: ideias de apps para desenvolver

Às vezes você só sabe que quer empreender através de aplicativos, mas ainda não sabe exatamente qual ideia executar. Felizmente, alguns modelos de negócios já se consolidaram no mercado e podem ser reproduzidos de alguma forma, com as melhorias que cada empreendedor pode oferecer, claro.

Os apps de serviços sob demanda são interessantes para isso, pois já sabemos que existe interesse na proposta para um determinado tipo de serviço. Exemplo deles são os apps de mobilidade urbana tipo Uber ou de entregas.

  • Como desenvolver um app tipo Uber
  • Tipo Uber para entregas

O contexto social e as necessidades do isolamento social fomenta as soluções de aplicativos de chat por vídeo. Podemos citar também a telemedicina, utilidade fomentada pelo contexto do Covid-19 e que possui promissores usos para a saúde e que tende a crescer. 

  • Como criar um aplicativo de telemedicina
  • Como criar um aplicativo de videochamada e videoconferência

Sejam essas ideias, ou demais outras que surgir, a Usemobile pode te ajudar nessa missão, te oferecendo aplicativos de qualidade e com tecnologia de ponta. Entre em contato gratuitamente para fazer um orçamento e iniciar o desenvolvimento do seu app.